Do latim “zelumen, de zelu, “inveja”
1.
inveja de alguém que usufrui de uma situação ou
de algo que não se possui ou que se desejaria possuir em exclusividade;

2.
sentimento de possessividade em relação a algo ou
alguém;

3.
sentimento
gerado pelo desejo de conservar alguém junto de si ou por não conseguir
partilhar afectivamente essa pessoa; sentimento gerado pela suspeita da
infidelidade de um parceiro

“Tenho ciúmes; Sou ciumenta (o)” dizem com orgulho e eu não consigo entender, não consigo.

O ciúme é um defeito mas parece que não é encarado como tal hoje em dia, pelo menos nas sociedades ocidentais como a nossa.

O ciúme é uma imagem a ser vendida!

A camada mais jovem é a que mais compra este novo produto.

Não digo todos, mas quase todos os jovens se intitulam a si mesmos de ciumentos, ah!, mas atenção, “ciumentos e com orgulho”.

Se me perguntarem se acho que todos os jovens possuem naturalmente esta característica de excessividade, respondo que no meu entender não.

Acho que grande parte da população desta faixa etária está a ser comprada por esta “nova imagem de romance” vendida por música, livros, filmes e comportamentos de pessoas que estes jovens estão habituados a seguir e a ter numerosas vezes como exemplo.

E sim, é óbvio que todos nós, seres que já se encontram nos seus quinzes/dezasseis anos temos de ter a maturidade e consciência de não nos deixarmos comprar por tudo o que nos tentam vender, mas nem todos conseguimos fazê-lo, não de uma forma tão rápida e fácil.

Cada um tem o seu tempo.

Estamos numa sociedade conduzida pelas grandes massas, e as grandes massas estão a aderir ao ciúme.

As mentes mais fechadas ou não tão maturas deixam-se levar por esta condução e inserem estes novos princípios no seu código moral, sendo incapazes de se desassociar e utilizar o espirito critico para analisar as situações.

Afinal que tipo de relação não possuí discussões aceleradas e “acesas” devido a uma possessividade louca?

Afinal onde está o amor se não existe esta possessividade?

Afinal onde está a inspiradora “relação que se veio fortalecendo”, ( mas que esconde uma camada de repressão e violência)?, assim está moldado o pensamento.

Muitos têm aceitado e entendido o ciúme como demonstração de amor, algo romântico até.

A questão é que o ciúme não é uma qualidade, é um sinal de falta de auto estima, ou de confiança em relação aos outros ou de falta de satisfação em relação àquilo que se tem (ou que não se tem) ou uma junção disto tudo.

E se de facto é um defeito, não há problema em admiti-lo.

É importante aceitar os pontos menos positivos da personalidade e tentar melhorá-los.

Sim, TENTAR MELHORÁ-LOS, trabalhar para corrigir esses defeitos ao invés de gritá-los aos setes ventos e exibi-los como se da melhor virtude se tratassem.

Para quê esses “ciumento e com orgulho” ou “quem toca naquilo que é meu magoa-se”?, que revelam uma personalidade maníaca, sem qualquer capacidade de controlo.

Noto que em relação ao sexo feminino existe ainda uma maior tendência para se criar este tipo de estereótipo de mulher possessiva extremamente controladora, que se pode tornar perigosa, capaz de magoar qualquer um só para ficar com quem “ama”.

É mesmo esta a imagem degradante que querem criar para as mulheres, e até para os homens?

Uma imagem de “machões” com os quais se deve lidar com muito cuidado, porque ao “verem aquilo que não querem” podem ser levados a fazer algo de que mais tarde se arrependem”?

Só aconteceu uma vez, e de repente “oh não!”,agora as agressões são frequentes.

Estes adolescentes foram comprados por uma imagem que não é aquela que pensam que estão a vender.

Talvez pensem que estão a vender “as relações que sobrevivem aos piores momentos e por isso são tão fortes”, “os romances perfeitos”, mas o que estão a vender são “as relações angustiantes e sufocantes”, “o amor sobre forma de violência”

Acreditem, nada há de bonito nisto. Não é saudável, nem respeitoso, nem romântico, não é amor!

Provavelmente já todos sentimos ciúme. O importante é assumi-lo e tentarmos entender o porquê de nos termos sentido assim. Se há uma justificação? Se é algo perfeitamente controlado?, porque de facto todos temos por vezes aquela “pontada” de ciúme.

É normal, é humano.

Se essa pontada se tornar demasiado forte, se já não for assim tão normal e se te levar a pensar ou a fazer coisas que de humano nada têm, reconhece-o!

Procura ajuda para ti, por ti e pelos que te rodeiam!

Desejo-te toda a sorte do mundo!


Nota: Enfim pessoal, isto é só uma breve opinião sobre o tema. De facto, um tema como este pode ser avaliado a partir de imensas perspetivas e pode gerar uma discussão inteligente, com bons argumentos para diferentes visões. Acho que é importante reflectir sobre isto e caso queiram partilhar a vossa opinião comigo, deixem o vosso comentário aqui no blog, enviei-me mensagem ou contactem-me através do e-mail whateverpeoplesaythisblogis@outlook.pt

Será sempre um gosto falar convosco e ler as vossas ideias! 🙂

 

 

 

 

 

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